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Avaliação por pares

A Revista do Tribunal de Contas da União (RTCU) adota a avaliação por pares como etapa essencial para assegurar a qualidade, a relevância e a integridade científica do trabalho publicado. O processo tem por objetivo contribuir para o aprimoramento do manuscrito e apoiar a decisão editorial, observados critérios de rigor metodológico, consistência argumentativa, originalidade e contribuição para a área de conhecimento.

A Revista adota o sistema de avaliação por pares duplo-cega, no qual a identidade do autor e dos pareceristas não é divulgada durante o processo de avaliação. Esse modelo busca favorecer uma análise imparcial do trabalho submetido, baseada prioritariamente na qualidade, na relevância e no mérito científico do manuscrito.

Em alinhamento aos princípios da ciência aberta e às boas práticas editoriais contemporâneas, a RTCU passa a adotar, a partir de 2026, modelo de avaliação por pares informada, incorporando elementos de transparência ao processo editorial, sem afastar as medidas necessárias à independência e à imparcialidade das avaliações. Estão sendo implementadas, dentre outras, as iniciativas relacionadas a seguir.

  • Divulgação do nome do editor responsável pelo acompanhamento do processo editorial do trabalho publicado.
  • Compartilhamento dos pareceres entre os avaliadores envolvidos na análise do mesmo manuscrito, como forma de favorecer o alinhamento de critérios, o aprendizado coletivo e o aperfeiçoamento das avaliações.
  • Publicação dos pareceres emitidos durante o processo de avaliação, bem como das manifestações do autor em resposta às recomendações formuladas pelos avaliadores, quando houver, e das manifestações da equipe editorial, quando houver, como parte integrante do registro científico do trabalho. Comentário destinado exclusivamente à equipe editorial e registrado em campo próprio do Open Journal Systems (OJS) permanece restrito à equipe editorial e não integra o parecer disponibilizado ao autor ou publicado juntamente com o trabalho.
  • Possibilidade de identificação do parecerista, mediante consentimento.

As medidas visam, dentre outros objetivos, a conferir maior rastreabilidade ao processo editorial e favorecer a compreensão das diferentes etapas da avaliação, das decisões editoriais e do histórico do manuscrito.

Também pretendem aprimorar a qualidade dos pareceres e favorecer o aprendizado coletivo, uma vez que as avaliações divulgadas podem ser utilizadas como referência pela comunidade científica. Por fim, reafirmam o compromisso do periódico com as práticas de ciência aberta.

Com relação à atividade de parecerista, as iniciativas também pretendem reconhecer e valorizar a atuação do avaliador, bem como ampliar as oportunidades de reconhecimento profissional e de interação acadêmica para esses importantes colaboradores.

A implementação do novo modelo pela Revista ocorrerá de forma progressiva e controlada, de modo a equilibrar transparência, valorização da atividade de avaliação e proteção dos participantes do processo editorial, bem como respeitar o tempo necessário de adaptação de autor, pareceristas e demais envolvidos. Será preservada a avaliação duplo-cega durante a análise do manuscrito, com incorporação dos elementos de transparência após a conclusão do processo editorial.

 

Tratamento editorial dos pareceres

Antes da publicação, os pareceres e as manifestações do autor são submetidos a tratamento editorial, com o objetivo de preservar a clareza, a padronização e a adequação da linguagem, bem como suprimir informação sensível, pessoal ou que possa comprometer a imparcialidade e a integridade do processo avaliativo.

 

Atuação do parecerista

O parecerista deve realizar avaliação objetiva, fundamentada e construtiva, observando, dentre outros, a qualidade científica, a clareza, a consistência metodológica, a adequação das conclusões aos resultados apresentados e a contribuição do trabalho para a área de conhecimento.

A avaliação deve ser conduzida de forma independente e imparcial. O parecerista deve informar eventual conflito de interesses ou circunstância que possa comprometer sua independência na análise do manuscrito.

 

Ciência aberta no processo de avaliação

Quando aplicável, o parecerista pode considerar elementos relacionados às práticas de ciência aberta adotadas pelo autor, incluindo a disponibilidade de dado de pesquisa, material complementar, código, versão de preprint ou outro produto científico associado ao trabalho.