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Boas práticas na produção científica e na ciência aberta

A Revista do TCU orienta o autor a adotar boas práticas na produção científica, em consonância com os princípios da ciência aberta, que valorizam a transparência, o rigor metodológico, a diversidade de perspectivas e a ampla circulação do conhecimento. Nesse contexto, recomenda-se atenção à qualidade da fundamentação teórica, à clareza na apresentação dos métodos e resultados e à consideração de diferentes contextos, fontes e abordagens analíticas, de modo a contribuir para a produção de conhecimento mais consistente, acessível e sensível à pluralidade de realidades sociais.

Ampliação do repertório bibliográfico – Recomenda-se que o autor busque diversidade e amplitude na seleção de referências, contemplando diferentes correntes teóricas, contextos geográficos e perspectivas analíticas. A inclusão de produções nacionais e internacionais, bem como de autores vinculados a diferentes realidades institucionais e sociais, contribui para o aprofundamento do debate, para a pluralidade de abordagens e para a qualidade da análise.

Identificação de lacunas na literatura – Sugere-se que o autor explicite, sempre que pertinente, lacunas, silêncios ou limitações na produção acadêmica existente sobre o tema, inclusive no que se refere à representação de diferentes grupos e contextos. A identificação dessas ausências contribui para o avanço do conhecimento e para a construção de análises mais abrangentes.

Análise crítica de conceitos e categorias – Recomenda-se que o autor examine criticamente os conceitos e categorias utilizados na pesquisa, considerando sua origem, seus limites e sua adequação ao objeto de estudo. Tal cuidado contribui para maior rigor teórico e favorece a adoção de abordagens sensíveis à diversidade de contextos e experiências sociais.

Valorização de diferentes fontes de informação – Orienta-se que o autor considere, quando pertinente, diferentes tipos de fontes de informação, incluindo documentos institucionais, relatórios técnicos e outras produções relevantes para o campo de estudo. A diversidade de fontes pode enriquecer a análise e favorecer uma compreensão mais ampla e inclusiva do fenômeno investigado.

Contextualização do objeto de estudo – Recomenda-se que o autor situe o objeto de pesquisa em seu contexto histórico, social e institucional, considerando, quando aplicável, aspectos relacionados a desigualdades e diferentes condições de acesso a recursos e oportunidades. A contextualização contribui para análises mais consistentes e socialmente relevantes.

Pluralidade de perspectivas – Sempre que possível, sugere-se a consideração de múltiplas abordagens ou pontos de vista sobre o tema, incluindo perspectivas que contribuam para ampliar a compreensão de realidades diversas. Essa pluralidade favorece o debate acadêmico e fortalece a qualidade das análises.

Transparência e rigor na escrita científica – O autor deve explicitar suas escolhas teóricas e metodológicas, bem como reconhecer as limitações do estudo. A clareza e a transparência na apresentação contribuem para a qualidade, a credibilidade e a reprodutibilidade da pesquisa, além de favorecer o acesso e a compreensão por diferentes públicos.